Potência ou fluxo luminoso: qual critério usar ao escolher a luminária
Na época das lâmpadas de vapor de sódio, falar em “250 W” era suficiente para todo mundo entender o resultado. Com LED, a potência deixou de ser proxy confiável da luz: duas luminárias de 100 W podem entregar fluxos muito diferentes.
O que de fato o projeto precisa
O objetivo é atender aos requisitos fotométricos da via, que vêm da NBR 5101 (versão 2024): níveis de iluminância ou luminância e uniformidade, conforme a classe da via. Para chegar lá, o projetista combina fluxo, distribuição luminosa (curva fotométrica), altura, espaçamento e fator de manutenção.
Como especificar
- Especifique o desempenho fotométrico exigido (e peça o arquivo fotométrico das luminárias).
- Defina fluxo mínimo e eficácia mínima (lm/W), para limitar o consumo.
- Use a potência como máximo de consumo, não como requisito de luz.
Exemplo
Uma luminária de 17.000 lm e 100 W tem 170 lm/W. Outra, de 14.000 lm e 100 W, tem 140 lm/W. A mesma “classe 100 W” entrega 21% de diferença em luz. Em uma via dimensionada pelo fluxo da primeira, a segunda não atende sem reduzir o espaçamento.
Compare modelos com a conta refeita. A tabela de luminárias com Selo Procel da APEX permite filtrar por potência, fluxo, lm/W, CCT, IP e vida útil.
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