Telegestão em iluminação pública: o que avaliar antes de especificar
Telegestão permite ligar, desligar, dimerizar e monitorar pontos de iluminação remotamente. Os ganhos potenciais são menor tempo de reparo, relatório automático de falhas e redução de consumo com dimerização. O risco é comprar uma plataforma fechada que prende o município a um único fornecedor.
Perguntas essenciais
- Interface física da luminária. Há tomada ou soquete padronizado para o controlador, ou o controle é integrado e proprietário?
- Protocolo de dimerização. A luminária aceita controle padronizado (por exemplo, 0-10 V ou DALI, quando informado na ficha)?
- Comunicação. Rádio malha, celular ou outra? Quem paga a conectividade, e por quanto tempo?
- Dados. Quem é o dono dos dados? É possível exportá-los e migrar de plataforma?
- Continuidade. O que acontece com a iluminação se a plataforma ficar indisponível? A luminária deve manter operação autônoma.
No termo de referência
Exija padrões abertos sempre que o objeto permitir, documente a exportação de dados e inclua a continuidade da operação no escopo. Calcule o benefício esperado no ETP com premissas explícitas, em vez de prometer economia genérica.
As fichas do Selo Procel informam, por modelo, o driver utilizado; confirme com o fabricante o protocolo de dimerização suportado antes de fechar a especificação.
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